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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

sendo quem se é

Existem muitos ditados populares ou pensamentos mais filosóficos voltados para a questão do poder, e o comportamento (quase sempre alterado) de quem o recebe. Todos conhecem aquela máxima de que, para conhecer alguém de verdade, basta dar-lhe o poder. Fatalmente, a principal faceta do seu caráter virá à tona, demonstrando se ela é o que chamamos de boa ou má pessoa. Em posição de comando a pessoa lida com as duas faces dessa situação: de um lado seus subordinados, pessoas a quem ela comandará e dará as ordens, e de outro lado seus superiores, a quem ela também deve obediência e satisfações pelas atitudes tomadas. Vejamos: aquele que detém nas mãos alguma forma de poder tem a chance única de provar o seu caráter, e isso se dá exatamente no modo como se relaciona com as pessoas à sua volta. Na maioria das vezes o que temos é alguém que, por estar ocupando um posto ou cargo de chefia, trata os seus subordinados de forma tirana, acreditando que, por serem seus superiores, são também superiores a eles, e que, por outro lado, se submetem passivamente aos poderosos, de forma vergonhosa, pois disso depende a manutenção do cargo que ocupa. A pessoa passa a se ver como alguém acima dos demais, e essa visão de si mesmo o leva a não mais encarar os outros em um mesmo nível, passando a olhar “do alto”, com um arzinho de superioridade que o satisfaz, mas diz exatamente o tamanho da sua mediocridade. Infelizmente é assim que são as coisas, é assim que se comporta o ser humano. Independente do tipo de pessoa que se acredita ser, a ocupação de um posto acima dos demais transforma-o em alguém diferente de quem sempre foi, e que é, no fundo, a pessoa que ele realmente é.

http://lorotasemarmotas.blogspot.com/2010/12/sendo-quem-se-e.html#links
texto estraído do blog da Glos

terça-feira, 19 de maio de 2009

18 de Maio: Dia Nacional da Luta Antimanicomial

"Há exatos 22 anos, em 18 de maio de 1987, a cidade de Bauru, em São Paulo, deu início a um movimento revolucionário no campo da saúde mental, que sempre permaneceu à margem das políticas públicas de saúde do país. Esse movimento, que já nasceu com espírito de luta, pretendia acabar com a pouca vergonha do desrespeito às pessoas portadoras de sofrimento psíquico, e levou para as ruas da cidade todos os profissionais de saúde, cobrando das autoridades providências para um projeto de reforma psiquiátrica no Brasil. De lá pra cá muitas mudanças aconteceram, conquistas e vitórias foram alcançadas no âmbito da reforma, e duas dessas conquistas se destacam entre as demais: 1. a garantia por lei de que os manicômios brasileiros seriam fechados, gradativamente, acabando assim com a chamada indústria da loucura, ao se evitar internações necessárias de pacientes psiquiátricos; 2. a Lei que instituiu a criação dos CAPS – Centro de Atenção Psicossocial como serviço alternativo de atendimento e aos pacientes com sofrimento mental, uma vez que nesses centros se busca resgatar a dignidade e autoconfiança dos usuários, através de um plano de tratamento que visa, acima de tudo, a inserção do paciente na comunidade, por meio de atividades desenvolvidas por uma equipe multidisciplinar. Dentre as atividades desenvolvidas pela equipe destacam-se, além do atendimento médico, os trabalhos realizados nas oficinas terapêuticas, as atividades em grupos, o atendimento à família, e o apoio ao paciente nos projetos de inclusão. Mesmo com todas as vitórias alcançadas nesses 22 anos de luta, ainda nem está perto do que é necessário para que o doente mental conquiste o seu lugar na sociedade, seja reconhecido e aceito como alguém que precisa de apoio, carinho e, acima de tudo, de respeito e valorização para superar seus problemas. O Movimento Antimanicomial busca, acima de tudo, um atendimento humanizado na saúde mental, onde o respeito pelo paciente seja uma realidade, e não apenas palavras soltas. A lutados profissionais da área, enquanto cidadãos envergonhados, é pelo tratamento do paciente sem que ele seja retirado do convívio com a família, evitando, sempre que possível, a sua internação em hospitais psiquiátricos, entendida como instrumento de exclusão, violência e usurpador da dignidade humana, na medida em que transforma doentes em prisioneiros.


O texto foi retirado do blog da minha mãe (http://lorotasemarmotas.blogspot.com) que é assistente social e trabalha em um desses Caps, o da cidade de Marco. E hoje,19 de maio, estará realizando no próprio CAPS um mini-fórum com a participação de representantes de todas as unidades de saúde do município e secretários municipais, levantando questões e debates em torno da rede de serviços de saúde do município, com a pretensão de fortalecer cada vez mais as parcerias e mais ainda beneficiar os usuários da saúde.

Diga não a exclusão social!

Diga não ao preconceito!

Diga sim a dignidade!

Diga sim ao respeito!

Diga sim a liberdade!


Lembre-se: SEM SAÚDE MENTAL, TODO O RESTO VAI MAL.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

respondendo...

















http://lorotas e marmotas.blogspot.com


Tenho que responder o que você escreveu em seu blog,né?

Vendo um pouquinho através do seu olhar constatei que filhos não são tão bons assim... eu mesma não sou tão boa assim. Deve ser por isso que dizem que uma mãe é para 10 filhos e 10 filhos não são para uma mãe!!! Poxa minha mãe, eu amo tanto você, falo tanto de você para as pessoas e quando eu te vejo é como se já fosse tão óbvio que acabo esquecendo de dizer, né??? E mesmo sem dizer, muitas vezes sem demonstrar e quase sempre sem sequer te ver eu ainda esqueço ou deixo simpelsmente de te dizer o quão amada és por mim. Ô mãezote minha tu és a pessoa mais incrível que eu conheço, sabia??? Desculpa por não ser a filha que você merecia, nem de longe eu queria ser assim... ocupada, reclamona, deprimida, insensível, orgulhosa e ingrata... Passamos tanto tempo longe, que me acostumei a sentir sua falta e nas vezes que podemos aproveitar pra fazermos algo simplesmente não fazemos. Mas esse fim de semana que passou bom... fizemos algumas coisas nossas, né? Fazer compras juntas,ficar deitada em seus braços lá na sua cama, o cafuné que você me fez, aquele meu preferido [rsrsrsrsr] e o que eu fiz, né??? Nem um filmezinho eu assisti com você, desculpa mãe! Desculpa por me centrar tanto nos meus problemas, dívidas e chateações com o carro. Eu me cego em mim mesma e nem percebo que você também deve estar com seus problemas, sentindo falta do seu pc, sentindo falta da gente que mora aqui, longe de você... Ah mãe, você merecia filhos melhores. Nós quatro não somos o suficiente pra você, sabia??? Mas eu amo tanto você, nunca duvide disso, viu????
Beijo grande, bem grande... Te amozão bem forte e pra sempre!!!!

PS: os momentos que passamos juntas são sim os melhores... compartilhar a vida com você é uma experiência simplesmente fantástica.

a sua filhotinha, Nanny
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