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quinta-feira, 28 de abril de 2011

6º ESTUDANTE EM CENA - Bienal de Teatro

 
De 13 a 22 de maio acontecerá o 6º ESTUDANTE EM CENA - Bienal de Teatro. Momento promovido pelo Colégio Christus entre escolas de Fortaleza que veem na arte uma ferramenta de engrandecimento pessoal, cultural e artístico. Todos os dias com espetáculos gratuitos nos teatros: Arena Aldeota e Paurillo Barroso. Teremos também Oficinas e uma gincana cultural
Idealizada e realizada pela  professora Nazaré Fontenele, esta importante Mostra de Teatro Estudantil atualmente é a única do Ceará nesta categoria (Já tendo havido anteriormente o “ Festival Estudantil de Teatro do IBEU ”) e já revelou diversos autores, diretores, atores e atrizes, hoje profissionais do Teatro, em atividade.


 PROGRAMAÇÃO:
13/05 (19hs) / Teatro Arena Aldeota: Cordel do Amor sem Fim -Grupo Em Cena- Colégio Christus Barão de Studart 

14/05 (19hs)/ Teatro Arena Aldeota : Lição de Botânica - Trama 7
15/05 (19hs)/ Teatro Arena Aldeota : O Bem Amado - Santa Cecília
 
16/05 (19hs)/ Teatro Paurillo Barroso : Os Revoltosos - Grupo de Teatro do Christus Unidade Sul
17/05 (19hs)/ Teatro Paurillo Barroso :  Os figos da figueira - Grupo Trilhares FB
 
17/05 (20hs)/ Teatro Paurillo Barroso :Os Bastidores  - Colégio Santo Tomáz de Aquino
18/05 (19hs)/ Teatro Paurillo Barroso : Alerta Mágico - Grupo Edisca de Teatro
 
18/05 (20hs)/ Teatro Paurillo Barroso :Sirineu, Nossa Senhora, o Capeta e a Morte E  A Morte e o Curupira - Colégio Sapiens
19/05 (19hs)/ Teatro Paurillo Barroso : Sonho de uma noite de verão - Grupo Santo Inácio de Teatro
 
20/05 (19hs)/ Teatro Arena Aldeota : O Castelo Desencantado - Grupo de Teatro Arte&Manha : Colégio Militar de Fortaleza
 
21/05 (19hs)/ Teatro Arena Aldeota : Mamma Mia - Grupo Espaço Aberto de Teatro
 
22/05 (18:30hs)/ Teatro Paurillo Barroso : O Caminho - Colégio CWD Maximus
 
22/05 (19hs)/ Teatro Paurillo Barroso : RACHEL: No Balanço de Uma Rede - OUSE : Colégio Christus Dionísio Torres
 
As OFICINAS que acontecerão durante a bienal serão:

- ATIVIDADES CIRCENSES, com Tonico Lacerda Cruz (14 e 15/ 05 das 14 às 18hs)
- CLOWN, com Jacqueline Peixoto (14, 15 e 21/05 das 14 às 18hs)
- CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS, com Marcão Melo (14, 15 e 21/05 das 14 às 18hs)

Os alunos poderão fazer reservas para as oficinas através do email: bienaldeteatro@christus.com.br e efetivar a inscrição no dia da abertura da Bienal, 13 de maio, no Teatro Arena Aldeota.


Maiores informações tratar por e-mail: bienaldeteatro@christus.com.br
 Suyanne Correia
@nannycorreia

terça-feira, 5 de abril de 2011

vocês fazem parte de mim...


Só quem participou desse grupo, acompanhou nossa corrida contra o tempo, e contra tudo para que nossas apresentações ficassem prontas a tempo e com uma boa qualidade, foram ensaios exaustivos, em  muitas noites seguidas, em finais de semana, sempre depois de muita aula e muitas outras atividades de cada um de vocês. Sei que você ainda não são independentes e  não respondem por si, então eu agradeço também a colaboração dos pais desses alunos que compreenderam o meu trabalho, e deram apoio aos seus filhos para continuarem no teatro e a realizarem esse espetáculo sobre o meio ambiente.

Quem participou disso, ou  como ator ou como platéia, sabe que  o espetáculo contribuiu também pra uma reflexão maior de toda a escola com relação aos cuidados e prezervação do meio ambiente. Nós sabemos que o que fizemos nãoi foi nada inovador, na verdade repetimos um discurso que todo mundo parece estar cansado de saber. 

Você agora de estar se perguntando então, porque eles perderam tanto tempo fazendo isso? Pra que esse esforço todo? Exatamente por isso, porque nós nos importamos com as coisas erradas que estão acontecendo. E não é porque todo mundo sabe que o lixo deve ser jogado no lixo que não existem mais placas alertando, afinal de contas parece que saber todo mundo sabe, o problema éfica por conta da ação. A maioria das pessoas  insiste em acreditar que sua ação não muda o mundo e isso é o maior mal do mundo. Por isso que as coisas não mudam de verdade, porque as pessoas perderam e continuam perdendo a esperança dnelas mesmas. Eu estou muito feliz pelo trabalho de conscientização que faço com meus alunos e pelo trabalho que conseguimos desenvolver dentro da escola.  Conseguimos colocar nos palcos um reflexo do mundo atual  e a identificação vem naturalmente... e essa é a parte mais interessante! Fazer as pessoas perceberem o problema e o mais fascinante ainda, como resolvê-lo.

Mas eu não podia deixar de agradecer de todo meu coração a cada um de vocês que fez parte do processo, vocês me mataram de orgulho desde a leitura do texto na nossa sala, quando debatemos o texto e vi opiniões semelhantes as minhas, depois foi muito tranquilo o processo de seleção de personagens e contrução também, não tenho do que reclamar com relação aos ensaios, claro que algumas pessoas não puderam ir a alguns ensaios, mas a responsabilidade em avisar antes, explicar os motivos, correr atrás do tempo perdido  foi muito importante. Foi muito bom saber que eu tenho uma equipe tão jovem e ao mesmo tempo tão responsável e apaixonada pelo teatro como eu. Você me encheram de orgulho a cada apresentação, a superação indivudual entre uma apresentação e outra não tenho nem como descrever... a maioria delas vocês mesmos falaram em nossa avaliação em grupo, né?Então eu não estou exagertando.

Eu não podia passar em branco, né? Deixar de falar de vocês aqui no blog... :) 
Vou parar de chamar vocês e vou colocar a ficha técnica do espetáculo, ok?

Texto: Walmick Campos
Produção: Jaderson Feitosa e Raíssa Starepravo
Direção: Jadeilson Feitosa, Jaderson Feitosa, Raíssa Starepravo Nazaré Fontenele e Suyanne Correia
Iluminação: Jaderson Feitosa, Raíssa Starepravo, Glauver Souza
Sonoplastia: Fellipe Revuelta
Edição de vídeo: Fellipe Revuelta
Execução técnica (som, luz e vídeo) : Jaderson Feitosa
Contra-regragem: Fernando: Orlândio e Suyanne Correia

Elenco:
Planeta Terra: Glauver Souza
Criança: Aline Sampaio
Pedinte: Jadeilson Feitosa
Maria: Raíssa Starepravo
Jesus: Fellipe Revuelta

Empresário 1: Lucas Mororó
Empresário2: Adilson Giffoni
Empresário 3: Matheus Mororó
Assistente: Lara de Oliveira
Jovem 1: Liza Studart
Jovem 2: Ana Lara
Menina 1: Thaís de Paula
Menina 2: Nathália Pimenta
Mulher: Ana Maria
Panfleteiro: Arthur/ Matheus Mororó
Caçador 1: Hezaul
Caador 2: Moizés



PS: as fotos estão no meu orkut e os vídeos estão no canal do grupoemcena no You Tube, ok?
Beijo grande a todos vocês!!!!
Tia Su

segunda-feira, 4 de abril de 2011

São Francisco tu não paras de passar...

" Tem o amor de mãe pra filho. Tem o amor de dois irmãos. Tem o amor que um homem sente por uma mulher e tem o amor que uma mulher sente por um homem. Nessa última categoria te o amor do “se eu não tiver você o tempo passa”, tem o do “ se eu não tiver você eu até prefiro” e tem o pior, o amor inventado por Deus ouvindo a opinião do demônio, o que Teresa sentia, o amor do “se eu não tiver você eu morro”. Dezembro acabou e outros dezembros vieram e quanto mais dezembro viessem a cabeça de Teresa só martelava a ideia fixa: Antônio há de voltar. Eu não sei porque mistério com Teresa foi assim, eu só sei que tudo acaba, tudo muda, tudo morre, mas o sentimento de Teresa não acabava, não mudava e não morria. "







" Passa tudo sempre dentro do meu peito
O que está, feito está feito, está bem feito
O não feito nunca mais que se fará
São Francisco tu não paras de passar"



Trecho da fala do narrador de CORDEL DO AMOR SEM FIM e vídeo de  uma das músicas do espetáculo, parte do grupo conhecendo e aprendendo a melodia, e a letra do versinho, claro. No ensaio desse fim de semana o grupo foi levado a pensar  como personagem,  e foi muito engraçado a forma como cada um se percebe dentro da trama e como se vê em relação aos outros personagens. mais interessante foi a discussão sobre a Teresa, moça morena do interior de carinhanha, irmã caçula de três irmãs a que teve em suas mãos a oportunidade de se casar, sair de casa e consequentemente se libertar do controle das irmãs, mas que por escolha, amor ou esperança decidiu esperar um moço que conheçeu no cais, enquanto comprava uma farinha. Esperar por esse moço se transformou a vida de Teresa. E o tempo??? Ah!!!! O tempo é coisa que não tem medida... Teresa esperou, esperou e continuou esperando. E os alunos se qustionam se existem Teresas nos tempos de hoje. E como não? As Teresas movem o mundo, cada uma a seu modo, cada uma a seu tempo e cada uma a seu limite, claro, mas o que seria da vida sem uma " esperança". A esperança nos faz ultrapassar barreiras e ampliar horizontes. A esperança e a vida são duas coisas que se acabam juntas.


Suyanne Correia
@nannycorreia

domingo, 27 de março de 2011

NAZARÉ FONTENELE






Nazaré Fontenele nasceu em Camocim – CE e, aos oito anos, mudou-se para Juiz de Fora - MG, onde morou durante 39 anos e onde se formou em Ciências Sociais no Centro de Esudos Sociais. Mais tarde, de volta à Fortaleza, concluiu a graduação em História na Universidade Estadual do Ceará -UECE e especialização em Turismo na UNIFOR. Sua formação acadêmica estende-se a diversos cursos na área de folclore, arte popular, teatro, voz, dança e administração de projetos culturais.

Já atuou como professora de História, Educação Artística, Dança, Folclore, Turismo e Teatro em várias instituições como UNIFOR, SEBRAE, SESC, SENAC, Colégio Christus, Instituto de Laticínios de Candido Tostes - MG, Instituto Nacional de Folclore – MG, Conservatório Nacional de Música – MG, Secretaria de Cultura de Camocim – CE,  dentre outras.

Em Juiz de Fora, criou e dirigiu os grupos Cândido Tostes, Grupo de Danças do Centro Cultural Pró-Música e Grupo de Danças Folclóricas do SESC – MG, além de trabalhar na prefeitura local com criação de projetos de Arte e Lazer, onde se destacam a coordenação da II Exposição de Teatro Amador de MG, Programação Cultural dos II e III Seminário de Cultura Indígena – UFJF/MG. Em 1984, recebe o título de Cidadã Honorária de Juiz de Fora - MG.

Já em Fortaleza, foi coordenadora da comissão de folclore do estado do Ceará; dirigiu por sete anos o grupo de teatro “Mirante” da UNIFOR; criou, em 1985,  e dirige até hoje o grupo de teatro “Em Cena” no Colégio Christus. Em 2007, em parceria com o Colégio Christus, idealiza e inaugura o Centro de Artes Christus – CEAC, um espaço de desenvolvimento de múltiplas artes aberto ao público, oferecendo diariamente cursos, palestras, espetáculos, oficinas e etc. Está à frente do “Projeto Vesteatro”, adaptando para o teatro obras literárias indicadas para os vestibulares da UFC. O projeto já adaptou 20 obras, desde 1997, das quais 18 foram abordadas no vestibular.

Nazaré Fontenele também é responsável pela Bienal de Teatro – O Estudante Em Cena, que, esse ano organiza a 6ª edição do evento. O projeto reúne os grupos de teatro de várias escolas de Fortaleza e região metropolitana  para uma mostra não-competitiva, com o intuito principal de promover a integração entre os grupos, as instituições de ensino, motivar e motivar as atividades teatrais nesse meio.

No teatro, Nazaré Fontenele recebeu:

·           Placa do DETRAN em Campanha Educativa de Trânsito.
·           Destaque do Ano – Especial pelas atividades no Teatro – Grupo “Balaio” – 1984.
·           Destaque do Ano – Direção: “Um Grito Parado no Ar” – Grupo “Balaio” - 1994.
·           Destaque do Ano – Infantil: “Eu chovo, tu choves ele chove...” – Grupo “Balaio”- 1995.
·           FESTIMINAS – Produção: “As Anjas” – SECULT – MG – Belo Horizonte – MG – 1997.
·           Destaque do Ano – Mostra Teatro do Estudante – “A BELA ABORRECIDA”, “AUTO DA CAMISINHA” – Grupo “Balaio” – Fortaleza – CE – 1998.
·           Prêmio Gasparina Germano de Melhor Espetáculo Júri Oficial e Popular “ESSA PEÇA É UM DEFEITO, MAS PARA TUDO DÁ-SE UM JEITO” – FESFORT - 2005
·           Prêmio Gasparina Germano Especial pelo reconhecimento ao trabalho no teatro cearense – FESFORT - 2005
·           Troféu Carlos Câmara pelo conjunto de trabalhos feitos em arte-educação – Grupo Balaio – 2005

Abaixo, algumas das peças dirigidas por Nazaré Fontenele:



GRUPO EM CENA

No Colégio Christus iniciou-se, no final de 1985, um trabalho sistemático de envolvimento com o teatro. Aulas, oficinas, apresentações de peças, dramatizações de poemas e danças passaram a fazer parte da vida dos alunos interessados e da professora Nazaré Fontenele.  

Com a primeira turma, que nomeou o grupo “Em Cena”, foi encenada a peça "JOGO DA INDEPENDÊNCIA" de Inês de Almeida, em 1986. Este trabalho mereceu atenção especial dos alunos e do chefe do Departamento do curso de História da Universidade Estadual do Ceará - UECE que, após o espetáculo, subiu ao palco para elogiar a abordagem histórica feita de maneira tão criativa e competente, acrescentando que aquela peça valia por um semestre de aulas.

Em 1990, com a peça "MARANATHA", de Natálio Luz, o grupo ficou em cartaz todo o ano atendendo convites em varias escolas religiosas e casas paroquiais, levando sempre a mensagem cristã de forma alegre e interativa.

Em 1991, com a peça "O TELESCÓPIO", de Jorge Andrade, o grupo fez a abertura do III Encontro Nacional de Astronomia – SBAA, para seleta platéia contando com renomados astrônomos do Brasil.

Em 1992, com a peça "VIVINHO", de Guaraci de Lima, participou da Campanha de Educação no Trânsito do DETRAN-CE. Recebeu no Teatro Arena Aldeota alunos de várias escolas do Município e do Estado, programado pelo próprio DETRAN-CE - Divisão de Educação. O Grupo Em Cena, com a peça Vivinho, também foi levado ao teatro São João, em Sobral na campanha referida, onde apresentou-se para numerosa platéia e autoridades locais. Este trabalho foi agraciado com uma placa de mérito ofertada pelo DETRAN-CE. 

Em 1997, o grupo iniciou o projeto de encenar as obras literárias solicitadas para o vestibular da Universidade Federal do Ceará - UFC. Desde então tem apresentado as adaptações da professora Nazaré Fontenele de obras de autores como José de Alencar, Rachel de Queiroz, Moreira Campos, Clarisse Lispector e Patativa do Assaré, dentre muitos outros. 

O Grupo Em Cena também realiza, desde 2001, a Bienal de Teatro – O Estudante em Cena, congregando os grupos de estudantes de outras escolas da cidade interessados e praticantes de teatro para uma mostra não competitiva de espetáculos, além oficinas aos participantes. 

Em 2003, participou da I Mostra de Teatro de grupos, com o espetáculo “ROSA, VEGETAL DE SANGUE”, no Teatro Ibeu Aldeota e, no ano seguinte, apresentou-se no Projeto Ceará Em Cena, no Theatro José de Alencar, sendo o único grupo a superar a lotação do teatro, com um público de 960 espectadores. 

Em 2004, o grupo montou “O PALHAÇO IMAGINADOR”, de Ronaldo Ciambroni, um infantil que participou também da II Mostra de Teatro de Grupos e do Projeto Ceará Em Cena no Theatro José de Alencar. Rendendo ao grupo no seguinte o prêmio de melhor espetáculo infantil de 2004. Na mesma ocasião, a diretora do Grupo, Nazaré Fontenele, foi agraciada com o Troféu Carlos Câmara, pelo excelente trabalho realizado tanto no âmbito Teatral quanto no Educacional.

 Em 2005, o Grupo Em Cena participou do X Fesfort (Festival de Esquetes de Fortaleza) com o texto: “ESSA PEÇA É UM DEFEITO, MAS PRA TUDO DÁ-SE UM JEITO”, de Rafael Martins (ex-participante do Grupo Em Cena). Essa montagem rendeu ao grupo as premiações de melhor atriz - Aline Pereira, melhor ator coadjuvante - Jadeilson Feitosa, melhor texto, melhor esquete do júri popular e do júri oficial e ainda um prêmio especial a Nazaré Fontenele, em reconhecimento pelos trabalhos desenvolvidos durante os últimos anos em nosso teatro cearense. 

Ainda em 2005, o grupo Em Cena completa 20 anos de existência e comemora com a encenação de “O TESTAMENTO DO CANGACEIRO”, de Chico de Assis, privilegiando no elenco ex-alunos que continuavam integrados ao grupo.

Em 2006, o grupo Em Cena apresenta “A VINHA DOS ESQUECIDOS”, adaptada do livro de Clímaco Bezerra. A peça marca a primeira adaptação e direção da professora Aline Pereira, integrante do grupo, dentro do projeto Vesteatro. O espetáculo, que ficou em cartaz no Teatro Arena Aldeota, abriu também o I Festival de Teatro do CCBNB, além de outras apresentações, e rendeu à atriz Milena Pitombeira, o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante no prêmio Destaques do Ano do grupo Balaio.

E em 2007, iniciamos o processo de montagem da peça “CORDÉIS E OUTROS POEMAS”. A peça, que encerrou sua primeira temporada no CEAC - Centro de Artes Christus e obteve oito indicações ao prêmio Destaques do Ano do Grupo Balaio, retomou suas apresentações em abril no Teatro Arena Aldeota e no teatro SESC Iracema em junho de 2008. No mesmo ano, o grupo estreou o espetáculo “O ENCONTRO MARCADO”, adaptado do heterônimo de Fernando Sabino.

Esse ano o Grupo EM CENA prepara seu novo espetáculo: CORDEL DO AMOR SEM FIM, texto da baiana Cláudia Barral. O espetáculo abrirá a 6ª edição do ESTUDANTE EM CENA - Bienal de teatro, que abre as comemorações dos seus 25 anos de atividade.

Atrávez de você, Naza o teatro tomou a proporção que tem em minha vida.
E isso resignificou muita coisa e me fez certamente uma pessoa muito melhor.
Beijo grande e parabéns por transformar a vida de tantas pessoas.
Pra mim muito desse dia é seu...

Suyanne Correia
@nannycorreia

sexta-feira, 25 de março de 2011

EM CENA e POLICULT s2



Agendado a primeira leitura dramática (VIRTUAL) na  sala de bata-papo da #POLICULT .

O grupo de teratro convidado para abrilhantar o dia do teatro na sala foi o gupo de teatro Em Cena! Adireção do grupo que esse ano completa 25 anos de atividade initerrupta fica por conta de Nazaré Fontenele. O Em Cena fara uma leitura do texto: Cordel do Amor sem fim, texto da escritora baiana Cláudia Barral. 

Após a leitura o grupo permanece no chat para um debate cultural sobre as temáticas do texto e sobre o trabalho desenvolvido pelo grupo ao longo desses 25 anos de atividade.

 Não fique de fora venha comemorar com a gente o dia do teatro. Porque a POLICULT é um espaço virtual, porém cultural! sim sim sim... a leitura e o debate serão virtuais e você pode participar do conforto do seu lar em seu pc, basta ter multimídia (caixas de som para nos ouvir e mic se quiser falar com a gente depois!) :P será uma experíência muito bacana, aguardo todo mundo nesse endereço virtual da #POLICULT http://br.tinychat.com/policult

Você não sabe ultilizar a ferramenta? Não tem problema a gente ensina, ok? Domingo estarei conectada a partir das 19hs para dar suporte a quem precisar, mas não é nada complicado não. Então compre essa ideia e ajude-nos a divulgar, ok?

Abraço cultural a todos e até domingo
Suyanne Correia
@nannycorreia

domingo, 20 de março de 2011

Cordel teatraliza amor desmedido

Por Ivana Moura
Carminha amava José, que amava Tereza que amava Antônio, que sumiu antes de entrar para a história. Alterando o nome das personagens, essa Quadrilha de Drummond continua a fazer suas tramas reais e ficcionais. Em Cordel do Amor sem Fim essa paixão explode, implode ou é sufocada às margens do Rio São Francisco, em Carinhanha, no Sertão baiano. Na cidade moram três irmãs – a velha Madalena, a enigmática Carminha e a jovem e idealista Tereza –, por quem José é apaixonado. No dia em que selaria o noivado, Tereza encontra o forasteiro Antônio no porto da cidade e tudo muda na sua cabeça, no seu coração, no seu corpo. O texto é da escritora baiana Cláudia Barral. 


Esse é o enredo do espetáculo: Cordel do amor sem fim
Aguardem...


De uma coisa ninguém tem dúvida: Cláudia Barral é sinônimo de inteligência. De atriz a dramaturga, ela transita com serenidade e talento, nos fazendo rir dos nossos próprios monstrinhos, nos tornando até amigos íntimos dos próprios. Eu tenho medo dela. Dela e deles.
Atualmente, ela tem três peças de sua autoria em cartaz: Como Almodóvar (Espetáculo de Formatura de uma das turmas de Interpretação Teatral da Escola de Teatro da UFBA, no Espaço Xisto Bahia), O Terceiro Sinal (Espetáculo que marca os 26 anos da Companhia de Teatro da UFBA, no Teatro Martim Gonçalves, com a Direção de Deolindo Checcucci) e Cordel do Amor sem Fim (Espetáculo montado pela Trupe Sinhá Zózima, num ônibus em movimento, em São Paulo).




Deus separou o claro de escuro, separou o mar da terra, separou o macho da fêmea, separou o bem do mal e se Deus já começou separando quem sou eu pra falar em união, mas eu digo que o homem é bicho que nasceu pra ficar tudo junto. Da vida eu digo que é longa demais pra dizer que é curta e curta demais pra dizer que é longa. Do mar eu digo que é grande demais pra minha canoa e, do rio, eu digo que é o que me corre nas veias. Da grande cidade eu digo que já me debrucei nas suas varandas e que o mosaico de suas calçadas já viu o carimbo de meu pé. Sei de seus tumultos e barulhos e digo que nenhum deles deve ser o som da esperança. Porque os sinos da esperança não tocam nessas catedrais de pedra, nas ruas de pedra, no peito de pedra desses homens que andam por tantas calçadas que não vão dar em lugar nenhum. Do violão digo que é meu melhor amigo por ser o único que não me dá conselhos e, do sertão, digo que é minha casa. Do desejo digo que é bicho que não morre, do tempo digo que é inimigo dos homens e, do amor, digo que é inimigo do tempo.”


Trecho de Cordel do Amor sem fim

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Cordel do amor sem fim...


...
JOSÉ: Carminha, eu amo é Teresa.

CARMINHA: Ama, não.

JOSÉ: Como é que não amo?

CARMINHA: Esse que ce sente não é amor, não. É vaidade. O amor  é quando a gaiola ta aberta, quando a coleira está frouxa. O amor é o de soltar, esse de prender é vaidade.

JOSÉ: Eu vou pra minha casa.

CARMINHA: Vai que eu não vou te pedir que fique

JOSÉ: Vou mesmo.

CARMINHA: Vai José. Tu não ta preso, não.

JOSÉ: Carminha, eu não posso fazer nada por você, não.

CARMINHA: Então deixe que por mim eu mesma faço. Agora faz um favor a Teresa: deixa a menina, José. Deixa o tempo.

JOSÉ: Eu vou tirara sua irmã do meu peito, Carminha, ce vai ver.

CARMINHA: Consiga isso.

JOSÉ: Eu vou bortar você no lugar dela.

CARMINHA: Isso aí não é a gente que escolhe, não.


JOSÉ: Vou dar um jeito...

CARMINHA: Não me prometa nada não, José, que depois pra mim fica pior.
...

trecho do texto da baiana Cláudia Barral


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