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segunda-feira, 9 de maio de 2011

pra mim...

 

É um pouco engraçado Esse sentimento aqui dentro
Eu não sou um daqueles que facilmente conseguem esconder
Eu não tenho muito dinheiro, mas garoto, se eu fiz
Eu compraria uma casa grande onde nós dois poderíamos viver


Se eu fosse um escultor mas, novamente, não
Ou um homem que faz poções em um show itinerante
Eu sei que não é muito, mas é o melhor que eu posso fazer
Meu presente é minha canção e esta é para você

E você pode dizer a todos que esta é sua canção
Pode ser bastante simples, mas agora que ele é feito
Eu espero que você não se importa
Espero que você não se importe que eu coloque em palavras
Como a vida é maravilhosa enquanto você está no mundo

Eu sentei no telhado e chutei o musgo
Bem, alguns dos versos, eles me colocaram em uma cruz
Mas o sol foi bastante amável enquanto eu escrevi esta canção
É para pessoas como você que mantê-lo ligado

Então desculpe por esquecer mas essas coisas eu faço
Você vê eu esqueci se são verdes ou são azuis
A verdade é que eu realmente quero dizer
Os seus são os olhos mais doces que já vi


sábado, 16 de abril de 2011

Sapatos Mágicos Para Suyanne



Ela surgia como parte de um mundo imaginário real
Supria alguma fome e partia...
Nunca era vista em tempo de calmaria
Se havia calmaria, guardava-a apenas para os íntimos
Ensaiava continuamente a vida que sonhava viver um dia
Movia o mundo a sua volta como a uma grande engrenagem
Assumia os sonhos dos outros enquanto representava
Ela, atriz feliz por um triz
Andava mais rápido que um não ou um sim
Precisava de uns sapatos mágicos
Então eu fiz
Sapatos mágicos para a atriz (Jefhcardoso)



Esse poema eu ganhei de presente ontem, em um comentário feito no post anterior a este, do querido e atencioso amigo Jefhcardoso!!! Muito obrigada mais uma vez por tanto carinho, sempre me faz bem te ler, e te ler direcionado a mim, não tem preço!!!! Beijokas procê querido e muita cor em seus dias, pra eles possam  ser cada vez mais cheios de vida e entusiasmo, assim não faltará inspiração para seus escritos e nós continuaresmos lendo essas coisas maravilhosas que você escreve.

Beijokas :)

Suyanne correia
@nannycorreia

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Será que na vida não é meio assim também?


Só tenha cuidado pra não deixar de ser você simplesmente pelo fato de achar que tem que agradar aos outros! 

Pensamento antes de ficar offline...

Indo pro berço feliz da vida com o resultado positivo da experiência vivenciada hoje na #POLICULT

Hoje aconteceu o I Srau Literário Virtual! Aconteceu das 19 às 23hs na sala de vídeo-chat da #POLICULT, que fica nesse endereço virtual: http://br.tinychat.com/policulti 

Foi muito legal, rolou um pouquinho de tudo e várias pessoas leram textos próprios! Bem legal mesmo, aproveitei a oportunidade e divulguei uma lista de blogs voltados para o mundo das poesias, alguns dos blogs que foram divulgados:


http://laviapoetica.blogspot.com/
http://poetizandoaminhavida.blogspot.com
http://poemasparaflautaevertebras.blogspot.com/
http://natimundorosa.blogspot.com/
http://alquimeras.blogspot.com/
http://tulipasperfeitas.blogspot.com/
http://impactosdavida.blogspot.com/
http://saladapoetica.blogspot.com/
http://blogdamiita.blogspot.com/
http://simplesmentesublime.blogspot.com/
http://recantodasletras.uol.com.br/poesias/2626727
http://daniloalfa.blogspot.com/


A cada domingo durante o Sarau divulgarei mais alguns Blogs :)




Suyanne Correia
@nannycorreia

sábado, 9 de abril de 2011

I Sarau Literário da #POLICULT




Me perdoa?

Perdoa por eu tentar te fazer feliz e não conseguir.
Perdoa por eu não me dar por inteiro.
Perdoa por eu ter errado e ter magoado você.
Perdoa por não saber viver sem a sua presença.
Perdoa por precisar do seu corpo desesperadamente.
Perdoa por querer a sua vida inteira e não a metade.
Perdoa por eu não conseguir mudar quem sou eu.
Perdoa pelos erros que ainda vou cometer sem querer.
Perdoa por pedir perdão e esperar que me compreenda.
Perdoa por não saber te amar como você merece.

Perdoa por eu existir e ter entrado na sua vida...

Autora: Sandra Ribeiro



Amanhã (10/04) às 19hs a #POLICULT faz história + 1 vez com o I º Sarau Literário Virtual. Escolha seu texto e participe  de mais esse momento cultural, nosso endereço é: http://br.tinychat.com/policulti

A única coisa importante será ter um fone com microfone pra poder ler seu texto, se tiver uma cam também será muito bem vinda. Se você quiser particpar como ouvinte não tem problemas, mbasta ter ou fone ou caixinhas de som,  a sala funciona como um bate-papo convencional,  você entra e só escreve ou se manifesta se quiser, esse é mais um espaço criado a fim de promover a cultura e principlamente exercitarmos o tão necessário respeito as diferenças, sejam elas quais forem. Não se preocupe em não saber usar a ferramente virtual, a gente te ensina la mesmo. Mas não fique de fora dessa experiâêcia virtual porém especial.

Em nome da #POLICULT, aguardamos todo mundo lá!!!!! 
Escolham seus textos ou escrevam seus textos e venham compartilhar nesse moemento único de troca cultual.


PS: Sandra Ribeiro parabéns pelos textos e pelo canal do You Tube, muito legal os poemas nos vídeos, escolhi um deles pra colocar aqui na divulgação do Sarau Literário de amanhã!, talvez eu leia algum texto seu, também ,ok? 

beijokas e sucessos procê também!!!

Suyanne Correia
@nannycorreia

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

a vida tinha que ser poesia...





Poesia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.


A poesia, ou gênero lírico, ou lírica é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor. "Poesia, segundo o modo de falar comum, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte; a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice."[1] O sentido da mensagem poética também pode ser importante (principalmente se o poema for em louvor de algo ou alguém, ou o contrário: também existe poesia satírica), ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético. A poesia compreende aspectos metafísicos (no sentido de sua imaterialidade) e da possibilidade de esses elementos transcenderem ao mundo fático. Esse é o terreno que compete verdadeiramente ao poeta.[2]
Num contexto mais alargado, a poesia aparece também identificada com a própria arte, o que tem razão de ser já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem (ainda que, não necessariamente, verbal).






A poesia como uma forma de arte pode ser anterior à escrita. [3] Muitas obras antigas, desde os vedas indianos (1700-1200 a.C.) e os Gathas de Zoroastro (1200-900 aC), até a Odisseia (800-675 a.C.), parecem ter sido compostas em forma poética para ajudar a memorização e a transmissão oral nas sociedades pré-históricas e antigas. [4] A poesia aparece entre os primeiros registros da maioria das culturas letradas, com fragmentos poéticos encontrados em antigos monolitos, pedras rúnicas e estelas.

O poema épico mais antigo sobrevivente é a Epopeia de Gilgamesh, originado no terceiro milênio a.C. na Suméria (na Mesopotâmia, atual Iraque), que foi escrito em escrita cuneiforme em tabletes de argila e, posteriormente, papiro.[5] Outras antigas poesias épicas incluem os épicos gregos Ilíada. e Odisseia, os livros iranianos antigos Gathas Avesta e Yasna, o épico nacional romano Eneida, de Virgílio, e os épicos indianos Ramayana e Mahabharata.

Os esforços dos pensadores antigos em determinar o que faz a poesia uma forma distinta, e o que distingue a poesia boa da má, resultou na "[poética]]", o estudo da estética da poesia. Algumas sociedades antigas, como a chinesa através do Shi Jing , um dos Cinco Clássicos do confucionismo, desenvolveu cânones de obras poéticas que tinham ritual bem como importância estética. Mais recentemente, estudiosos têm se esforçado para encontrar uma definição que possa abranger diferenças formais tão grandes como aquelas entre The Canterbury Tales de Geoffrey Chaucer e Oku no Hosomichi de Matsuo Basho, bem como as diferenças no contexto que abrangem a poesia religiosa Tanakh, poesia romântica e rap.[6]
O contexto pode ser essencial para a poética e para o desenvolvimento do gênero e da forma poética. Poesias que registram os eventos históricos em termos épicos, como Gilgamesh ou o Shahnameh, de Ferdusi,[7] serão necessariamente longas e narrativas, enquanto a poesia usada para propósitos litúrgicos (hinos, salmos, suras e hadiths) é suscetível de ter um tom de inspiração, enquanto que elegia e tragédia são destinadas a evocar respostas emocionais profundas. Outros contextos incluem cantos gregorianos, o discurso formal ou diplomático,[8] retórica e invectiva políticas,[9] cantigas de roda alegres e versos fantásticos, e até mesmo textos médicos.[10]


O historiador polonês de estética Władysław Tatarkiewicz, em um trabalho acadêmico sobre "O Conceito de Poesia", traça a evolução do que são na verdade dois conceitos de poesia. Tatarkiewicz assinala que o termo é aplicado a duas coisas distintas que, como o poeta Paul Valéry observou, "em um certo ponto encontram união. [...] A poesia é uma arte baseada na linguagem. Mas a poesia também tem um significado mais geral [...] que é difícil de definir, porque é menos determinado: a poesia expressa um certo estado da mente.[11]


                     Gêneros poéticos 

Permitem uma classificação dos poemas conforme suas características. Por exemplo, o poema épico é, geralmente, narrativo, de longa extensão, eloquente, abordando temas como a guerra ou outras situações extremas. Dentro do genéro épico, destaca-se a epopéia. Já o poema lírico pode ser muito curto, podendo querer apenas retratar um momento, um flash da vida, um instante emocional. Poesia é a expressão de um sentimento, como por exemplo o amor. Vários poemas falam de amor. O poema, é o seu sentimento expressado em belas palavras, palavras que tocam a alma. Poesia é diferente de poema. o Poema é a forma que se está escrito e a poesia é o que dá a emoção ao texto

Licença poética

A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para recorrer a recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o carácter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").

A matéria-prima do poeta é a palavra e, assim como o escultor extrai a forma de um bloco, o escritor tem toda a liberdade para manipular as palavras, mesmo que isso implique romper com as normas tradicionais da gramática. Limitar a poética às tradições de uma língua é não reconhecer, também, a volatilidade das falas.




quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Ausência do corpo

Essa tua ausência dói
Eu nunca pensei que doesse tanto
É aquela dor de não ter a presença
O cheiro, o corpo e a doçura
Estou querendo a tua presença do corpo
Porque da alma eu sinto a todo instante
Sinto as vibrações que se intensificaram nos últimos dias
E ao mesmo tempo sinto medo da presença e o que ela pode nos custar
Uma vida juntos?
Depois de anos de ausência a sua presença me tira o chão
Fico lendo as frases, as juras...
Imaginando que aquela lua do nosso primeiro encontro disse tanta coisa
E eu quis esquecer os conselhos dela por medo ou dúvida
E agora você de volta. Quer dizer nunca esteve distante, só ausente.
Como eu quero te ver. Escutar tudo aquilo que não foi dito.
Preciso da presença e têm que ser em breve
.


texto da Fernanda

sábado, 6 de novembro de 2010

tinha que ser mulher...

" Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
"

Clarice Lispector

domingo, 31 de outubro de 2010

Mundo moderno, melhore

de Chico Anísio

Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras,

modificando maneiras, mascarando maracutáias, majestoso

manicômio. Meu monólogo, mostra mentiras, mazelas, misérias,

massacres, miscigenação, morticínio maior, maldade mundial.

Madrugada... matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna,

monta matumbo malhado, munido machado, martelo... mochila mucha,

margeia mata maior. Manhãzinha move moinho moendo macaxeira,

mandioca. Meio dia mata marreco... manjar melhorzinho.

Meia noite mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento

maravilha, motivação mútua mas monocórdia, mesmice. Muitos

migram mascilentos, maltrapilhos, morarão modestamente: malocas

metropolitanas; mocambos miseráveis, menos moral, menos

mantimentos, mais menosprezo. Metade morre... mundo maligno,

misturando mendigos maltratados... menores metralhados, militares mandões,

meretrizes marafonas, mocinhas, mera meninas... mariposas,

mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas,

mercenárias mulheres marcadas... mundo medíocre.

Milionários montam mansões magníficas, melhor mármore, mobília

mirabolante, máxima megalomania, mordomo, Mercedes, motorista,

mãos magnatas manobrando milhões mas maioria morre minguando.

Moradia meia-água, menos, marquise. Mundo maluco, máquina mortífera,

mundo moderno melhore, melhore mais, melhore muito, melhore mesmo.

Merecemos... maldito mundo moderno, mundinho merda.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Fernando Tavares Sabino, (1923 - 2004), escritor e jornalista brasileiro.


"EXISTIR


De tudo ficaram três coisas:

A certeza de que estamos começando,

A certeza de que é preciso continuar e

A certeza de que podemos

ser interrompidos antes de terminar

Fazer da interrupção um caminho novo,

Fazer da queda um passo de dança,

Do medo uma escola,

Do sonho uma ponte,

Da procura um encontro,

E assim terá valido a pena existir!"



Fernado Sabino

caminhos ou descaminhos

"A vida nos presenteia com caminhos.
Em muitos desses caminhos tem uma bifurcação.
Escolhemos o caminho que nos parece o certo a ser tomado no momento.
Aceitamos a consequência da nossa decisão... do ato pensado ou não-pensado.
É a responsabilidade de viver."

domingo, 17 de outubro de 2010

Neruda...



Quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outono
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando.

terça-feira, 5 de outubro de 2010





"Eu gosto do impossível,
Tenho medo do provável,
Dou risada do ridículo
E choro porque tenho vontade,
Mas nem sempre tenho motivo.
Tenho um sorriso confiante
Que às vezes não demonstra
O tanto de insegurança por trás dele.
Sou inconstante
E talvez imprevisível.
Não gosto de rotina.
Eu amo de verdade
Aqueles pra quem eu digo isso,
E me irrito de forma inexplicável
Quando não botam fé nas minhas palavras.
Nem sempre coloco em prática
Aquilo que eu julgo certo.

São poucas as pessoas pra quem eu me explico”.

(Bob Marley)

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Ponto de Fuga

'E a moça? De que lugar teria vindo? Que caminhos teria pisado? Que insuspeita das descobertas teria feito? Tu olharias a moça mas, as perguntas não ocorrendo, o mistério que a envolveria seria desfeito - uma moça vestida de azul, sentada no chão de uma praça sem lago. Não poderias saber nada de mais absoluto sobre ela, a não ser ela própria. Fazendo perguntas, tu ouvirias respostas. Nas respostas ela poderia mentir, dissimular, e a realidade que estava sendo, a realidade que agora era, seria quebrada. Pois, não fazendo perguntas, tu aceitarias a moça completamente. Desconhecida, ela seria mais completa que todo um inventário sobre o seu passado. Descobririas que as coisas e as pessoas só o são em totalidade quando não existem perguntas, ou quando essas perguntas não são feitas. Que a maneira mais absoluta de aceitar alguém ou alguma coisa seria justamente não falar, não perguntar - mas ver! Em silêncio.'

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 15 de julho de 2010

a distância entre a fé e a coragem é pouca...



a distância entre a fé e a coragem é pouquinha.

"Até cortar os defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual o defeito que sustenta nosso edifício inteiro... há certos momentos em que o primeiro dever a realizar é em relação a si mesmo. (...) Do momento em que me resignei, perdi toda a vivacidade e todo interesse pelas coisas. (...) Para me adaptar ao que era inadaptável, para vencer minhas repulsas e meus sonhos, tive que cortar meus grilhões - cortei em mim a forma que poderia fazer mal aos outros e a mim. E com isso cortei também a minha força. Ouça: respeite mesmo o que é ruim em você - respeite sobretudo o que imagina que é ruim em você - não copie uma pessoa ideal, copie você mesma - é esse seu único meio de viver... Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo o que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma."

Clarice Lispector

segunda-feira, 12 de julho de 2010

você deveria saber...





Quando falo alto e em bom tom
não é o que digo que quero realmente dizer
você deveria ser capaz de traduzir
induzir ou até deduzir
essas palavras de lagoa rasa
e ir além das superfícies
silenciosas e contraditórias
que reforçam essa cela

Quando falei o que queria dizer
sussurrei...

sexta-feira, 2 de julho de 2010

ela mente pra mim...


Quando ela chora
Não sei se é dos olhos para fora
Não sei do que ri
Eu não sei se ela agora
Está fora de si
Ou se é o estilo de uma grande dama
Quando me encara e desata os cabelos
Não sei se ela está mesmo aqui
Quando se joga na minha cama

Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é a tal
Sei que ela pode ser mil
Mas não existe outra igual

Quando ela mente
Não sei se ela deveras sente
O que mente para mim
Serei eu meramente
Mais um personagem efêmero
Da sua trama?
Quando vestida de preto
Dá-me um beijo seco
Prevejo meu fim
E a cada vez que o perdão me clama

Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é demais
Talvez nem me queira bem
Porém faz um bem que ninguém
Me faz

Eu não sei
Se ela sabe o que fez
Quando fez o meu peito
Cantar outra vez
Quando ela jura
Não sei por que Deus ela jura
Que tem coração
e quando o meu coração
Se inflama

Ela faz cinema
Ela faz cinema
Ela é assim
Nunca será de ninguém
Porém eu não sei viver sem
E fim.



chico

quinta-feira, 24 de junho de 2010

não me engano e não te engano



Hoje eu entendo, mas ainda sinto

Sinto pelas noites em claro

Sinto o olhar desfocado

Sinto pelos passos desgovernados

Sinto pelas risadas insanas

Saudade ,saudosa

E a ressaca do amanhecer

Ainda estamos acordadas

Quietas e pensativas

Não fui eu que escrevi esse fim

Que na verdade não existe

Não me engano e não te engano

Apenas quero viver assim

E esperar a mudança das estações

Um dia quem sabe eu me conforme

Mas hoje não, no momento não

Peço desculpas novamente

Se de alguma forma eu te perturbo

Ao te chamar, você sentir e não poder seguir

Mas ainda escuto, nossas risadas insanas

quando cuido do jardim.

Seguirei assim, escrevendo essa história...

terça-feira, 22 de junho de 2010

escrevo ao vento pra tentar ser natural...




Se eu pudesse trincar a terra toda
e sentir-lhe um paladar,
seria mais feliz um momento…
Mas eu nem sempre quero ser feliz,
é preciso ser de vez em quando infeliz
para se poder ser natural…

Nem tudo é dias de sol,
e a chuva, quando falta muito, pede-se
- Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
naturalmente, como quem não estranha
que haja montanhas e planícies
e que haja rochedos e erva…

O que é preciso é ser natural e calmo
na felicidade ou na infelicidade,
sentir como quem olha,
pensar como quem anda,
e quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
e que o poente é belo e é bela a noite que fica…
Assim é e assim seja…

Alberto Caeiro

segunda-feira, 7 de junho de 2010

reamor






Descobre-se o amor
ele olha para si e se reconhece...
o amor pessoa
o amor presente
e ausente até não querer mais...
amor reamor
amor de tudo
que por nada se vai
e vem.

domingo, 16 de maio de 2010

pensANDO...

Independente? Não. Ausente para as rédeas do mundo. A mocinha de ontem, a mulher de hoje e nunca mesma coisa de amanhã. No observatório da vida, nada se perde aos olhos banidos. Nada falta à poesia forjada... Nada facilita a caminhada fatigada e destemida. Desconstruir dicotomias é robe. Refazer anotações é um costume. Onomatopéia é rotina. A Odisséia não é o meu livro de cabeceira. E hoje acordei cedo por causa do ensaio eu queria trabalhar mais algumas coisas antes de chegar lá... E vocês, o que andam pensando no intervalo intermitente das obrigações? Somos obrigadas a pensar com palavras, e ai daquele que ousar palavrear meus pensamentos!

Reafirmo não saber
e não sei intensamente...
se penso ou existo, não sei...
se passo ou se fico, já não há razão.

pacifico
e já não sei se passo
ou se me [quali]fico.
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